Voucher da Educação

Um dos meus temas preferidos é a educação. Já comentei sobre esse setor tão importante em outros textos e vídeos, porém, acredito que sempre é válido falar um pouco mais.
Lendo e pesquisando sobre o assunto, encontrei algumas soluções que podem ajudar o Brasil nessa área. Uma delas é o chamado “voucher”, utilizado em alguns países, como o Chile, Suécia e Estados Unidos. Um sistema semelhante já funciona no Brasil para atender a demanda por vagas em creches.
Vouchers são títulos ou documentos que tem um valor financeiro, que servem para comprovar o pagamento de algum serviço ou produto.
Mas como isso pode ser aplicado na área educacional?
E a resposta para essa pergunta é simples!
O governo deixaria os cidadãos livres para escolher a melhor escola para os seus filhos, não importando se ela é pública ou particular. No caso de ser particular, o governo dá um voucher para que os pais matriculem a criança nessa escola. Dessa forma, ao invés de repassar o valor por aluno para a escola pública, o governo pagaria a mensalidade da escola particular.
Esse sistema é positivo para as duas esferas, tanto pública quanto particular, pois geraria competição, ou seja, aquela escola que não se atualiza, acaba perdendo alunos e, consequentemente, dinheiro, já que o governo vai pagar as mensalidades ou repassar o valor por aluno.
Essa proposta também faz com que a corrupção ou desvio de verbas públicas diminua consideravelmente, uma vez que o voucher é entregue diretamente ao cidadão. Poderia ser feito um paralelo com o Bolsa-Família׃ ao invés de o Governo comprar e gerenciar um supermercado, ele disponibiliza o dinheiro diretamente ao cidadão que escolhe em qual supermercado/loja gostaria de gastar o dinheiro do Bolsa-Família.
Estudos feitos pelo Instituto de Inovação & Governança (INDIGO), mostram que, na cidade de São Paulo, a prefeitura gasta R$1.289,00 por mês com cada aluno da rede pública. Já as mensalidades das escolas particulares ficam, em média, na casa dos R$1.184,00. Diante disso, podemos perceber que praticamente não há diferença entre os gastos. Porém, infelizmente, a qualidade do ensino costuma ser bem melhor em escolas particulares, como mostram exames como ENEM e PISA.
Mas é lógico que para instituir este sistema, é preciso ter uma conversa franca com todos os setores e instituir condições para que os vouchers possam ser aplicados, como, por exemplo, estipular um teto de gastos, onde só seriam incluídas as escolas particulares que pudessem ofertar mensalidades próximas ao orçamento governamental.
E vale lembrar que essa solução dos vouchers poderia ser aplicada também em outros setores, como a saúde. Nesse caso, o governo pagaria diretamente ao hospital particular o atendimento do cidadão. Isso já aconteceu em São Paulo recentemente, com a prefeitura pagando pela realização de exames em pacientes do SUS, reduzindo drasticamente a fila de espera.
Soluções existem, basta que os nossos representantes tenham vontade de fazer e coragem de tomar medidas diferentes das tomadas até agora. É possível mudar!

Eu acredito no Brasil!

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