Previdência Social – Reforma Urgente


Olá, eu sou Amália Tortato, e gostaria de saber se você se preocupa com seu futuro, com sua aposentadoria? Se você já está aposentado, você se preocupa com o achatamento do seu benefício ao longo do tempo?</h2>
As futuras gerações de aposentados estão correndo um sério risco de não terem o benefício previdenciário se não pensarmos seriamente em resolver os problemas relacionados a Previdência em nosso país o mais rápido possível!

A Previdência é parte integrante da Seguridade Social, junto com Saúde e Assistência Social.

O sistema de Previdência Social adotado no Brasil é conhecido como solidário. O dinheiro para pagar todos os benefícios previstos pela Seguridade Social vem principalmente dos trabalhadores ativos, além de alguns tributos criados especialmente para esse fim.

No ano de 2016 as despesas com Seguridade Social chegaram a 859,2 bilhões de Reais, o equivalente a 13,9% de toda a riqueza produzida pelo país.

O grande problema é que as receitas da Seguridade Social chegaram ao valor de R$616 bilhões, produzindo assim um buraco de R$243,2 bilhões.

Para se ter uma ideia do tamanho do rombo, esse valor equivale a 63% de toda a riqueza produzida pelo estado do Paraná em 2016.

Toda vez que a Seguridade Social fecha no negativo, outras áreas essenciais são prejudicadas. Ou seja, o governo tira dinheiro de educação, segurança pública, infraestrutura para cobrir esses rombos.

Reformar a previdência é importante, porém os modelos de reforma propostos pelos últimos governos, nada mais fazem que adiar em alguns anos a necessidade de uma nova reforma.

Como nosso modelo de previdência é solidário, as pessoas que recebem os benefícios dependem diretamente da força de trabalho das pessoas que estão na ativa. Fatores como aumento da expectativa de vida e menor taxa de natalidade da população, podem produzir uma combinação insustentável para futuras aposentadorias. Hoje para cada 100 pessoas trabalhando existem 21 aposentadas. Em 2060 estima-se que haverá 63 aposentados para os mesmo 100 trabalhando.

Então, se estamos pensando em longo prazo, qual seria o modelo ideal para nosso sistema Previdenciário?

Uma solução interessante pode ser encontrada bem perto daqui, em nosso vizinho Chile, e tem por princípio contas individuais de Previdência. Essa reforma inovadora foi feita no Chile em 1981. Por lá os trabalhadores tem 10% de seus salários depositados em contas individuais. Os trabalhadores podem escolher a operadora que irá administrar seu dinheiro, gerando concorrência entre as operadoras. E quem sai beneficiado com isso é o trabalhador, pois para ser escolhida a administradora deve ofertar o melhor retorno financeiro ao trabalhador.

O resultado da aposentadoria no Chile é fruto de tudo que o próprio trabalhador conseguiu juntar nos anos de trabalho. A empresa e o governo não fazem nenhuma contribuição para as aposentadorias. Desde que foi implantada a reforma revolucionou o sistema previdenciário chileno. A corrupção nessa área diminuiu drasticamente, uma vez que essa verba não passa pelas mãos do governo. A geração atual de aposentados não depende do tamanho da população atual economicamente ativa. Além disso, 36 anos depois de instalada a reforma no Chile, podemos fazer um modelo aperfeiçoado, melhorando os pontos fracos do sistema chileno.

Outro modelo a ser considerado é o Dinamarquês, onde os fundos previdenciários são mistos, ou seja, públicos e privados. O trabalhador e a empresa fazem um depósito em contas de previdência individuais, e o governo complementa as aposentadorias. Esse modelo é considerado uma das melhores alternativas por especialistas, e pode ser descrita como uma mistura do que já existe no Brasil com o modelo Chileno.

Reformar a previdência é algo necessário e urgente. Mas nos moldes que ela está sendo proposta os problemas não serão resolvidos, apenas adiados. E a população ficará cada vez mais descrente do governo.

Falar em Previdência é se preocupar com o futuro das próximas gerações. Um dos pontos que torna o atual sistema de aposentadorias do Brasil insustentável para as próximas gerações é a mudança do perfil populacional. Cada vez menos pessoas estão nascendo, ou seja, a força de trabalho no futuro será menor. Somado a isso cada vez as pessoas estão vivendo mais, ou seja, o número de aposentados, e o tempo que eles receberão os benefícios estão aumentando. Precisamos fazer alguma coisa logo, ou corremos o risco de prejudicarmos as próximas gerações.

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